VIDA|MORTE
É que, quando você morreu eu acabei morrendo também. Aos poucos: ouvindo a notícia pelo telefone quando meus olhos cruzaram com os da sua mãe; ajeitando o lençol que cobria teu corpo sem vida na pedra gelada do necrotério; lendo teu nome, tua data de nascimento e aquele vinte e cinco de dezembro escritos num esparadrapo colado sobre o lençol que cobria teu corpo sem vida. E morri mais um pouco ao me dar conta dos dias seguintes: do "bom dia, baby" que eu não iria mais receber; das promessas que eu não poderia cumprir; das conversas de madrugada que não tinham mais como e...